Por Camilo Rocha
Quando a TV a cabo chegou ao Brasil, a pobreza de opções da TV aberta ficou evidente. A convergência da televisão com a internet, caminhando a passo acelerado, promete fazer o mesmo com o menu da TV paga.
Mas não é só questão de quantidade de opções. Estamos falando de outra maneira de ver televisão. O que era passivo, preso às grades das emissoras, vira ativo, e pode se ver o que quiser, na hora em que bem entender. Sem falar que a TV vira também um centro de mídia para ouvir suas músicas, rádios online, ver fotos, clipes, jogar games, etc.
Há algumas maneiras de se começar a ver TV assim. A mais cara é a SmartTV (TV com internet). Seus modelos mais baratos e menores (32 polegadas) não saem por menos de R$ 1.500. Outra opção é acessar a web através de um console de jogos. Um pouco mais barato, mas ainda assim na faixa de R$ 700. E ocupam espaço com sua caixa e controles.
A opção mais prática e econômica para levar a internet para sua TV (que não seja ligar seu computador direto no televisor) é uma categoria de produtos ainda pouco difundida no Brasil: os set-top boxes ou digital media receivers. Abrange uma variedade de módulos que ligamos na TV para canalizar conteúdo digital para nossos receptores.
"Set-top box" significa, literalmente, "caixa que vai em cima do aparelho". O termo é usado nos EUA há décadas para qualquer tipo de conversor para a televisão, desde os heroicos transformadores de sinal UHF.
Para os três aparelhos testados (Apple TV, Boxee Box e Seagate GoFlex TV), lançados recentemente no Brasil, a especificação digital media receiver (ou media streamer ou digital media hub) faz mais sentido. Os aparelhos vêm com aplicativos próprios (por exemplo, YouTube, Picasa, Netflix) ou podem acessar conteúdo do seu computador, Smartphone e tablet.
Mas, se tudo isso parece bom, ainda precisa melhorar muito para que o consumidor brasileiro possa usufruir dessa tecnologia como se deve. Primeiro, porque o media receiver depende de uma boa conexão de banda larga (pelo menos 10 Mbps). Segundo, porque por aqui a oferta de aplicativos e serviços pensados para a convergência entre internet e TV ainda é pequena (nem Google TV temos ainda).

Nenhum comentário:
Postar um comentário